ACS participa de almoço em comemoração ao 9 de Julho

Vice-presidente Santana, Diretor de Patrimônio Franco, Vice-diretor de Finanças Penachioni, Comandante Geral da PM Cel PM Ronaldo e o Comandante da Cavalaria Cel PM Coutinho.

No último sábado, (09/07), a Associação dos Cabos e Soldados participou do evento comemorativo ao dia 9 de julho ( Revolução Constitucionalista de 1932), realizado no Regimento de Cavalaria, comandada pelo Ten Cel Carlos Eduardo Lima, localizado no centro da capital.

O almoço foi realizado em homenagem aos policiais do Regimento de Cavalaria e familiares, no qual foi servido um delicioso churrasco acompanhado de arroz tropeiro.

Participaram do evento, o vice-Presidente da Associação dos cabos e Soldados, Sérgio Santana, o vice-Diretor de Finanças, Claudinei Penachioni e o Diretor de Patrimônio, João Carlos Franco.

 

O 9 DE JULHO

O dia 9 de julho se tornou feriado no Estado de São Paulo no ano de 1997, por força da Lei 9.497, promulgada pelo então Governador, Mário Covas. Considerado a data magna de nosso Estado, ocasião em que se comemora a Revolução Constitucionalista de 1932.
Na busca de um regime constitucional e com apoio de comerciantes, profissionais liberais, maçons e estudantes universitários, em 23 de maio de 1932, ocorreu um grande ato político na cidade de São Paulo pedindo a realização de eleições.
Os estudantes Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza e Antonio Camargo de Andrade, que participavam do ato, foram mortos durante tentativa de invasão a um local que se concentravam apoiadores do regime de Getúlio Vargas.
Surge aí a sigla M.M.D.C. (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), referência de como os estudantes eram conhecidos. Mais tarde acrescentou-se a letra A ao final da sigla, referente ao jovem Alvarenga, também morto no conflito.

A contar desse momento, já no dia 9 de julho, uma grande revolta armada, na qual os paulistas exigiam a saída de Vargas, a realização de eleições e a elaboração de uma nova Constituição.
Utilizando os meios de comunicação existentes na época – rádios e jornais – foram mobilizados mais de 200 mil voluntários, dos quais cerca de 60 mil atuariam em combate.
As tropas paulistas, com aproximadamente 10 mil combatentes, 4 aviões, 5 trens, incluindo veículos blindados, no qual era o efetivo da Força Pública, a atual Polícia Militar,   partiram para o enfrentamento imaginando que poderiam contar também com o apoio de militares Mineiros, Mato-Grossenses e Gaúchos, mas o apoio não chegou.
Após quase 90 dias de intenso combate e cercadas por tropas Federais, as tropas paulistas, com necessidades de alimentação e armamento, se renderam ao governo federal, pois dados não oficiais indicaram a morte de cerca 2 mil soldados paulistas.

Contudo, Vargas fechou o Congresso Nacional, o Senado e promulgou a Nova Constituição, permanecendo no poder até 1945, quando foi finalmente deposto.
Em homenagem aos paulistas mortos na revolução, foi construído no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, o maior monumento de São Paulo, com 72 metros de altura e que abriga os restos mortais de mais de 700 combatentes, com destaque especial para Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (M.M.D.C.).
Entre várias inscrições existentes no monumento, a que mais se destaca é a constante de sua base:

“Viveram pouco para morrer bem”  e  “morreram jovens para viver sempre”.

Orgulho dos paulistas, a Revolução de 1932 jamais deverá ser esquecida, como forma de honrar a memória daqueles que lutaram e deram suas vidas por um Brasil mais justo e perfeito.

 

Vice-presidente da ACS Sérgio Santana.

Salão aonde foi servido o almoço. Efetivo da cavalaria juntamente com o Vice-presidente Santana e o Diretor de Patrimônio Franco